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Fechamento das cotas:
17.02.2012
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Fechamento: 480,95
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Variação no mês: (6,40)
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Variação no ano: (13,97)
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Data: 22/02/2012
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Data:
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Nossa Opinião
Comentários:
No mês de agosto, o Ibovespa apresentou fraco desempenho. A contínua retração dos
investidores estrangeiros prejudicou os preços das ações. Foi verificada, no mês
saída líquida de capital estrangeiro de R$ 1,2 bilhões. Apesar do fim do aperto
monetário decidido pelo Banco Central Americano (FED), as preocupações com a queda
do crescimento global aumentaram, causando desvalorização nas Bolsas de Valores
em todo o mundo.
Perspectivas futuras
Curioso este tempo de bolhas. De natureza efêmera, as bolhas são bolhas porque
explodem. Se não explodissem não seriam bolhas.
Vem-nos à memória as bolas de sabão, da infância de toda criança, umas explodem
instantaneamente à sua formação, outras, mais resistentes são levadas pelo vento
e algumas chegam a ir tão longe que sua explosão escapa à vista, mas seguramente
explodem.
A "bolha imobiliária" do mercado norte-americano fez, finalmente,
jus ao fato de ser assim chamada e explodiu.
As conseqüências, na economia americana dessa explosão estão sendo avaliadas pelos
analistas de todo o mundo. Há preocupações de que uma queda muito acentuada e abrupta
da indústria imobiliária afete a capacidade de consumo das pessoas e provoque uma
recessão no mercado norte americano. Este risco, na opinião de importantes economistas
é real. Após tantos anos de prosperidade, um ciclo de baixo crescimento econômico
global é bastante provável que ocorra.
Atualmente, a dependência do mundo à prosperidade americana parece estar menor,
pois China e Índia estão assumindo um papel cada vez maior na promoção da prosperidade
econômica global. Há alguns analistas que acreditam que em mais alguns anos, chineses
e indianos estarão engrossando as massas consumidoras globais superando o consumo
dos Estados Unidos.
De qualquer maneira, a dependência do mundo em relação à economia americana é suficientemente
importante para provocar perturbações em todos os mercados, em especial, os financeiros,
das ações e dos títulos de crédito.
A manutenção das taxas de juros básicas pelo Banco Central Americano trouxe alívio,
mas também preocupações, pois os sinais de que a economia crescerá menos são cada
vez mais evidentes. O Japão, que divulgou uma taxa de crescimento abaixo do esperado,
veio aumentar a onda de pessimismo global. A honrosa exceção continua sendo a China
cujo crescimento surpreende pelo vigor, mas as autoridades monetárias chinesas parecem
querer moderar a forte economia de seu país e promoveram novo aumento de juros,
o segundo em menos de cinco meses.
Aqui no Brasil, os ventos são favoráveis. A balança comercial fechou agosto com
praticamente US$ 30 bilhões de saldo. A inflação, que a cada dado novo está menor,
gera expectativas de que o IPCA fechará o ano calendário de 2006 abaixo da meta.
No acumulado de doze meses, findo em agosto, o IPCA está em 2,9% e os analistas
projetam para 2006, 3,3%, em comparação os 4,5% da meta inflacionária.
Com estes números, o Banco Central do Brasil continua comprando dólares para evitar
uma queda maior das cotações e reduziu os juros básicos em 0,50% quando a maioria
dos analistas acreditavam numa redução de apenas 0,25%.
Enquanto estes dados vão bem, o lado ruim fica com o crescimento do PIB e a taxa
de formação bruta de capital fixo (FBCF – ou investimento), que não conseguem subir.
O crescimento do PIB, no conceito de doze meses, findo em junho, está em 1,7% e,
no primeiro semestre de 2006, a taxa é de 2,2%. A taxa de investimento, cuja importância
para o crescimento sustentado de longo prazo é ressaltada constantemente pelos economistas,
inverteu o sinal positivo do primeiro trimestre do ano (quando cresceu 3,7%) e registrou
queda de 2,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre. Desta maneira,
a taxa de investimento da economia brasileira mal consegue se manter no patamar
de 20% em relação ao PIB, quando o desejável seria uma taxa de 25%.
A FIESP, recentemente, divulgou o Indicador do Nível de Atividade (INA) do mês de
julho, que caiu 1,8% comparado com junho. No acumulado do ano, apresentou crescimento
de 3% comparado com o mesmo período de 2005. Por sua vez, a ABRAS (Associação Brasileira
de Supermercados), divulgou que, no acumulado do ano até julho o faturamento do
setor recuou 2,83% comparado com 2005.
Assim, com marchas e contra-marchas, constata-se que o País cresce pouco em alguns
setores e, em outros, nem sequer cresce. Cabe ao Banco Central do Brasil, diante
deste quadro de inflação abaixo da meta e de crescimento medíocre, atuar sobre as
taxas de juros. Temos duas reuniões do COPOM até o final de 2006, é muito provável
que tenhamos duas quedas na taxa básica de 0,50%, cada, para fechar o ano em 13,25%
de taxa nominal anual. A Bovespa deverá agradecer este movimento.
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