| CLUBE DE INVESTIMENTO VERTEX |
Relatório - Gestor - outubro/2006
1.
Desempenho do Clube comparado com o
índice Bovespa. - Base 29 de setembro de 2006 - PERÍODO CLUBE (1) % IBOVESPA (1) % Desde o início
(01/09/1999) 244,861 218,570 Últimos 24 meses 33,243 56,455 Últimos 12 meses 18,718 16,314 Últimos 06 meses 0,279 (3,604) Mês 0,549 0,336 (1) Calculado com base no índice
médio Valor da quota em 29/09/2006 - R$ 344,861 Ibovespa médio de 29/09/2006 – 36.454
pontos. 2.
Comportamento do mercado. Em setembro o comportamento do
Ibovespa, foi fraco, apesar de as Bolsas internacionais terem tido bom desempenho.
Os principais mercados atingiram os níveis mais altos desde o ano de 2000. Este
foi o caso do índice Dow Jones e do SP500 – da Bolsa de Nova York. O mesmo
desempenho foi verificado nas principais Bolsas da Europa. O Ibovespa não acompanhou estes
mercados e teve um mês praticamente estável. Apesar de ter iniciado o mês em
alta, a pontuação máxima de setembro foi obtida no dia 4, com o Ibovespa em
37.739 pontos e recuou gradativamente até o dia 24, quando atingiu a pontuação
mínima – 34.127 pontos, recuperando nos últimos pregões para fechar em 36.449
pontos no dia 29. O comportamento da Bovespa em setembro,
sofreu influência das eleições presidenciais, pois os investidores estiveram
retraídos a espera da votação. Foi possível notar que as variações do Ibovespa
estiveram influenciadas pelo fluxo do investimento estrangeiro, que voltou a
ficar positivo nos últimos 3 dias do mês . Relevante foi setembro encerrar com
entradas líquidas de R$ 182 milhões, após 4 meses consecutivos de saídas
líquidas, de maio a agosto. O Clube manteve desempenho superior ao
do Ibovespa, apesar de por pequena margem, 0,55% versus 0,34%. No acumulado do
ano o Clube valorizou 9,02%, enquanto o Ibovespa 9,60%. 3. Estratégia para o mês de outubro de 2006. O comportamento do mercado no final de
setembro pode estar indicando que o momento de realizações de lucros e
incertezas que teve inicio no mês de maio, esta terminando. Os fundamentos da
economia brasileira autorizam esperar um melhor desempenho para a Bolsa de
Valores. A queda dos juros internos e dos prêmios do risco-país supõem uma
revisão para cima dos múltiplos implícitos nos preços das ações. As eleições
presidenciais, que devido ao 2º turno, só serão encerradas no final de outubro,
poderão ainda exercer influência no comportamento dos mercados. Acreditamos que os mercados globais que
subiram no terceiro trimestre de 2006, poderão repetir no quarto trimestre o
mesmo desempenho dos últimos 5 anos, que também foi de alta. No último
trimestre de 2005, os mercados emergentes valorizaram em média 6,8% (pelo
cálculo do MSCI para mercados emergentes, que compreende a medição das Bolsas
de 25 países). Nosso portfólio está composto para se beneficiar
de um fluxo positivo de recursos estrangeiros neste final de ano. Nossas
escolhas individuais incluem ações preferidas pelos investidores
internacionais, além de outras duas ações, com forte participação no portfólio,
estarem relacionadas a processos de reestruturação, no caso as ações da Telemar
e Paranapanema, que deverão estar concluídos até o final do ano. 4.
Perspectivas futuras Grande pensador do século XVIII, o francês Voltaire,
que se notabilizou por seu caráter rebelde e fortes críticas à sociedade da
época, discute em sua obra de título “Tratado
sobre a Tolerância” – várias situações das relações entre as classes
dominantes e a população em geral, onde destacamos uma máxima que revela o
pouco respeito dos governantes em relação à capacidade de julgamento da
população: “Esses que se rebelaram
quando lhes fiz mal, logo se rebelarão quando lhes fizer bem”, Voltaire
critica este conceito e procura desqualificá-lo. De qualquer modo, a idéia
desta afirmação parece muito disseminada nesta época eleitoral, entre os nossos
políticos, cujo comportamento fazem-nos acreditar serem eles adeptos do conceito
expresso, pouco respeitoso à inteligência dos eleitores, e por outro lado a
tolerância da população aos desmandos dos governantes, podendo aceitar ou não,
de modo indiferente, o comportamento político deles. O fato de na boca da urna das
eleições presidenciais do primeiro turno, o resultado esperado ter sido
invertido, levando à disputa ao segundo turno, dá razão a Voltaire que discorda
da máxima citada. De todo modo, discussões filosóficas à parte, os dados
econômicos nos ajudam a entender o momento da economia brasileira, sempre muito
influenciado pelos acontecimentos políticos, coisa muito comum nos países
emergentes. Já no mundo desenvolvido as questões eleitorais têm menor impacto
sobre os fundamentos macroeconômicos, tanto que mudanças de governo, pouca
turbulência trazem aos mercados. No final de setembro e inicio de outubro foram
divulgados vários dados do desempenho da economia brasileira: pelo IBGE em
relação à produção industrial e pelo Banco Central o “Relatório trimestral da
inflação”. Esses dados revelam que se de um lado a inflação
apresenta-se domada com várias projeções indicando valores abaixo da meta do
Conselho Monetário Nacional, tanto em 2006 como em 2007, do outro lado a
indústria está com fraca atividade, no dizer dos técnicos do IBGE: “com sinais
de discreta recuperação”. Para o mês de agosto isto é mais em razão da
sazonalidade, pois a indústria tem nos meses de agosto a outubro, o seu melhor
período, em razão das encomendas do comércio para as vendas do final do ano, do
que um crescimento indicativo de tendência. Um pouco mais promissor é o dado de que a produção de
bens de capital cresceu 2,8% no mês de agosto em relação a julho e 7,4%
comparado com agosto de 2005. Isto pode ser uma indicação de que teremos
crescimento na taxa de formação bruta de capital fixo (FBCF). A decisão de
reduzir a TJLP (taxa de juros de longo prazo) praticada pelo BNDES, para
financiar projetos de investimento de 7,5% para 6,75% ao ano, também deverá
estimular o investimento. Será que agora a FBCF vai superar os 20% do PIB? A Bovespa que não saiu do lugar no terceiro trimestre
de 2006, está em nossa opinião ganhando músculos para uma alta no preço das
ações no quarto trimestre de 2006. As condições para isto estão presentes. A
queda das taxas básicas de juros deve continuar nos próximos meses. Com juros
menores, o custo oportunidade se reduz, estimulando à disposição ao risco pelos
investidores. Talvez ainda não estejamos prontos para uma migração maciça dos
fundos da renda fixa para os de renda variável, mas redirecionamentos para
fundos mistos já estão ocorrendo, em pequena escala é verdade. Os gestores mais
agressivos não gostarão de ficar a reboque e poderão iniciar um processo de
posicionamentos mais ativo em renda variável. Do ponto de vista do investidor global que esteve
liquidando posições em mercados emergentes os dados econômicos prevalecerão
quando as urnas forem encerradas. Há sinais de que eles retornarão neste quarto
trimestre. O Brasil continua bem conceituado e o nível de risco-país, novamente
caindo para as proximidades dos 210 pontos – que foi o mínimo atingido meses
atrás – é uma demonstração de confiança que produzirá movimentos de atração de
recursos para nossa Bolsa. A safra de balanços do terceiro trimestre de 2006,
que está se iniciando a partir da segunda quinzena de outubro é também um fator
de estímulo às aplicações em Bolsa, pois são aguardados bons resultados por
parte das mais importantes empresas negociadas. 5. Previsões do mercado As previsões dos analistas para os principais
indicadores econômicos estão apresentadas no quadro abaixo. DADO PREVISÕES MÊS CORRENTE MÊS ANTERIOR Taxa de crescimento anual do PIB 2,8 – 3,4% 2,9 – 3,5% Taxa de juros Selic – no final do ano 13,25 – 13,50 % 13,50 – 13,75 % Taxa de Câmbio – no final do ano R$ 2,20 – 2,25 R$ 2,20 – 2,30 Inflação anual (IPC – FIPE) 2,0 – 2,5% 2,0 – 2,5% Balança Comercial – superávit anual US$ 43 – 46 bilhões US$ 42 – 45 bilhões Índice Bovespa – no final do ano 43.000 – 46.000 pontos 43.000 – 48.000 pontos “A ADMINISTRADORA
ALERTA QUE RESULTADOS OBTIDOS NO PASSADO NÃO SÃO
GARANTIA DE RESULTADOS FUTUROS”